<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333</id><updated>2012-02-11T22:08:35.734-02:00</updated><title type='text'>Cidade de Florianópolis</title><subtitle type='html'>Vale a pena estar um tempo em Florianópolis. Está tudo lá, em tempo real, uma vez mais - por ser estudado como os geólogos estudam amostras de caudas de cometas para entender como chegamos até aqui. O passado no presente. E acelerado. Refiro-me ao modelo perverso de crescimento das grandes cidades brasileiras nas últimas décadas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-3628149264112141791</id><published>2009-05-11T13:39:00.006-03:00</published><updated>2009-05-11T13:55:53.616-03:00</updated><title type='text'>Civilização ou Barbárie?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SghWB2KmXQI/AAAAAAAAACI/swq8e7oA9iU/s1600-h/ownworldcolor.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SghWB2KmXQI/AAAAAAAAACI/swq8e7oA9iU/s320/ownworldcolor.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334608348340182274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não se fala de tipos florianopolitanos. Fala-se de um protótipo humano local, o manezinho – embora mesmo esse tenha sido visto por poucos. Gostaria de propor duas novas personagens a esse minguado repertório: o Mané de Antolhos e o Mané Pícaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinha eu de bicicleta, à direita, pela Altamiro Guimarães (uma dessas ruas do centro que foram seqüestradas ao uso plural e entregues aos bunkers condominiais e paredões de shoppings), em velocidade normal, quando um veículo que estava estacionado, desses inspirados nos militares, se move sem dar sinal, e se me atravessa à frente. Perco o controle e caio ao chão, bem ao lado da janela do motorista. A pessoa olha pela janela e me pede desculpas. Eu me recobro do susto, levanto-me, a bicicleta caída no meio da rua – e verifico se havia quebrado algum membro. Nada. Olho fixamente para o meu algoz, que segue com as mãos no volante, como que a esperar que eu saísse da frente. Ela pede mais desculpas, e começa a insinuar que eu vinha “num pau”. Leio os seus pensamentos (!): concentra-se em montar uma estratégia de defesa que a desresponsabilize. Digo-lhe que ela não havia feito sinal que me indicasse o seu movimento futuro. Ter-me-ia ela ao menos visto pelo retrovisor? Tentara fazê-lo? A bicicleta continua ao chão. A motorista continua internada no seu veículo, sem oferecer ajuda. Eu continuo pasmo – embora, felizmente, sem sangue. Eis o Mané de Antolhos em ação, livre como um quero-quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, enquanto alinhavo argumentos dirigidos ao Mané de Antolhos, ouço uma voz vinda de trás: “Uhu uuu”. Entra em cena o Mané Pícaro. Com a cabeça para fora do seu automóvel, aproveitava a oportunidade para fazer chacota de alguém que exigia a um terceiro o cumprimento de regras mínimas de convívio. O Mané Pícaro manifestava, assim, a sua solidariedade ao Mané de Antolhos, diante da carolice de um sujeito (euzinho) cuja vida quase foi interrompida pelo avanço inexorável deste último. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qual o objeto dessa solidariedade? Uma hipótese: a simpatia entre os dois &lt;span style="font-style:italic;"&gt;stock characters&lt;/span&gt; florianopolitanos referia-se à nostalgia de um Pai todo-permissivo, à fantasia de um mundo de gozo irrestrito. Nesse mundo, o que se assemelhe a regra de conduta e a argumento racional sabe a mofo, a tédio, a frustração, a fim de festa. Assim interpreta Zizek o capital político que detinham os senhores dos recentes conflitos dos Bálcãs. “Tu podes!”, era o slogan que terá aberto as portas à fraude cotidiana sistemática, à atuação estupradora, e um longo etc. Ao ocidente esses mestres da propaganda associaram o maquinário castrador das teias de proibições urbanas contemporâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esbatido o susto, restou-me a melancolia (e, confesso, a ansiedade) de sentir que não se havia tratado dum encontro com duas figuras idiossincráticas. As ruas pareceram-me então lugares de extremo risco. Mas vim a reconhecer naquelas figuras um traço humano demasiado humano, e em mim a agência fria do gozo kantiano &lt;span style="font-style:italic;"&gt;na&lt;/span&gt; regra. Ambos, afinal, excessivos, ambos congraçados numa parte maldita. Ambos fadados ao fracasso e à destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei então ao teatro comum, com uma bizarra sensação de conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilustração é do cartunista Andy Singer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-3628149264112141791?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/3628149264112141791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=3628149264112141791&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/3628149264112141791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/3628149264112141791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2009/05/civilizacao-ou-barbarie.html' title='Civilização ou Barbárie?'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SghWB2KmXQI/AAAAAAAAACI/swq8e7oA9iU/s72-c/ownworldcolor.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-6932790108111614750</id><published>2009-02-13T15:31:00.004-02:00</published><updated>2009-02-13T15:41:14.773-02:00</updated><title type='text'>Coqueiros e Estugarda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SZWwcsRzpAI/AAAAAAAAAB4/KBARaw4oPmA/s1600-h/4_comparacoes_carro_x_pe_x_onibus_x_bicicleta.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 154px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SZWwcsRzpAI/AAAAAAAAAB4/KBARaw4oPmA/s320/4_comparacoes_carro_x_pe_x_onibus_x_bicicleta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302338143267300354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns meses, os coqueirenses, através da sua associação de bairro, rejeitaram a proposta de uma ciclovia. O argumento, oriundo dos donos de restaurantes, era o de que isso diminuiria o número de vagas de estacionamento de automóvel privado - o que seria ruim para os negócios. Pegando embalo na genial reação dos coqueirenses, envio uma ligação da empresa pública de transportes coletivos de Stuttgard. Eles têm ônibus, VLTs (bondes) e trens de variadas bitolas e alcances. Parece uma empresa eficiente, com boa política por trás, e cheia de ideias - como se vê pelo sítio deles. Com parcerias diversas, oferecem aos usuários descontos em teatros, em restaurantes, na biblioteca pública, etc., para quem deixa o automóvel privado em casa no dia-a-dia. Usuários frequentes pagam menos. Há 9.565 bicicletários estrategicamente colocados em baldeações, para incentivar que um trecho seja feito de bicicleta. Querem saber onde? Basta entrar aqui:&lt;br /&gt;http://www.vvs.de/service_prbr_br_alle.php,&lt;br /&gt;dizer a região e baixar um arquivinho pdf com o mapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, na mágica capital dos catarinenses, as empresas locais (privadas), em conluio histórico com o poder dedicadamente público, aplicam as suas calorias em... (preencham vocês - eu vou pegar um café moído na hora com pão integral caseiro, uma dilícia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas parece que não poderia ser diferente, ora bolas; afinal, a indústria automotiva, ouvi dizer ontem no telejornal de economia, é a base da cadeia produtiva brasileira. Ou será que foi anteontem que ouvi isso? Ou no dia anterior? Mas espera: se é esse o argumento que vale, então por que diabos na Alemanha pode ser diferente? Certamente porque a indústria automotiva deve ser ali um parte menos importante da cadeia produtiva do que aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-6932790108111614750?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/6932790108111614750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=6932790108111614750&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/6932790108111614750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/6932790108111614750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2009/02/coqueiros-e-estugarda.html' title='Coqueiros e Estugarda'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SZWwcsRzpAI/AAAAAAAAAB4/KBARaw4oPmA/s72-c/4_comparacoes_carro_x_pe_x_onibus_x_bicicleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-2906074119937691018</id><published>2008-10-25T02:33:00.007-02:00</published><updated>2008-10-25T12:23:09.112-02:00</updated><title type='text'>Eleições 2008: Esperidião Amin e Dário Berger</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SQKjWBvISrI/AAAAAAAAABs/XmFqFwq8meo/s1600-h/marilyn+-+warhol.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 149px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SQKjWBvISrI/AAAAAAAAABs/XmFqFwq8meo/s320/marilyn+-+warhol.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260946913540721330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SQKjV2cr22I/AAAAAAAAABk/RyJyNMulNDM/s1600-h/campbell+-+warhol.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 99px; height: 124px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SQKjV2cr22I/AAAAAAAAABk/RyJyNMulNDM/s320/campbell+-+warhol.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260946910510570338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;‘Política’ é um palavra cuja definição mesma divide interlocutores. Podemos, contudo, apontar alguns traços gerais do que reconhecemos, na nossa tradição ocidental, como ‘política’: (a) o campo de ação do indivíduo relativamente à estrutura e aos destinos da coletividade de que faz parte (sobretudo desde Maquiavel); (b) o contexto no qual se organizam conjuntos de ideias acerca dessa estrutura e desses destinos (sobretudo desde a Revolução Francesa); e (c) o protocolo consensual mínimo em que se desdobram e são mediadas as tensões entre interesses discrepantes (sobretudo desde a consolidação da divisão dos três poderes republicanos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herdeiros dessa tradição que somos, os cidadãos da capital catarinense testemunhamos com satisfação o final da presente campanha eleitoral. Todos, não importando o resultado do pleito, teremos recebido parâmetros de orientação para sabermos quais critérios o vencedor seguirá na sua prática administrativa. Pois a boa-fé de ambos os altercantes finais levou-os a deixar explícitos, em argumentos sóbrios e claros, tais critérios. Pudemos identificar quem é conservador, quem progressista; quem acredita em reforço dos aparatos, espaços e transportes públicos, e quem deseja desregularizaro espaço de competição dos mercados; quem, enfim, tem como horizonte a universalização de oportunidades (política de expansão de classe), e quem, pelo contrário, naturaliza diferenças e a sua expressão estável no território (política "para os pobres").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, quem passasse pela Beira-mar no dia 24 podia ouvir, em alto e bom som (aliás, de excelente qualidade), repassarem-se os pontos principais da cadeia argumentativa de D. Berger, que não parece abusivo resumir assim: &lt;br /&gt;1. “É 15 é 15 é 15 é 15 é 15 é 15 é 15, ui ui ui”; e &lt;br /&gt;2. "Agora é Dário, agora é Dário pra cuidar da gente". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, em equilibrada contraposição lógica ao sr. Berger – conquanto em estilo marcadamente diferente –, E. Amin também foi responsavelmente claro nos seus pronunciamentos. Resumamo-los em duas proposições características: &lt;br /&gt;1. "Basta querer o melhor para a cidade, por amor a Florianópolis"; e &lt;br /&gt;2. "Eu digo sim, e não deixo de sonhar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns de nós terão a sua visão política referendada no domingo, para posterior implantação. Outros não. Mas todos saberemos que pudemos escolher. Livre e soberanamente. Assim como livre e soberano foi o debate que nos terá decidido a levar o vencedor ao honroso, mas sobretudo obrigante, posto de servidor público máximo da municipalidade desta Capital – cidade de rica e corajosa história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-2906074119937691018?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/2906074119937691018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=2906074119937691018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/2906074119937691018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/2906074119937691018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2008/10/eleies-2008.html' title='Eleições 2008: Esperidião Amin e Dário Berger'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SQKjWBvISrI/AAAAAAAAABs/XmFqFwq8meo/s72-c/marilyn+-+warhol.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-7405576575517429721</id><published>2007-10-10T03:45:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T21:25:56.406-02:00</updated><title type='text'>Demonstração definitiva de que os malignos radares, escondidos ou não, causam acidentes aos gentis motoristas do Desterro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/Rwx2JZAp0fI/AAAAAAAAAAk/m2L_SmnIJ4I/s1600-h/%28+Groucho+Marx+%26+Marx+Brothers+-+Picture%29+019.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/Rwx2JZAp0fI/AAAAAAAAAAk/m2L_SmnIJ4I/s320/%28+Groucho+Marx+%26+Marx+Brothers+-+Picture%29+019.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119596780117938674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. As pessoas, em geral, andam acima da velocidade máxima permitida.&lt;br /&gt;2. Quando os sinais de trânsito dispõem de radares, os motoristas são lembrados de que devem reduzir a velocidade ilegal para uma que seja permitida.&lt;br /&gt;3. Por alguma razão, os motoristas em velocidade ilegal geralmente a reduzem para uma velocidade permitida de maneira brusca, e não suavemente.&lt;br /&gt;4. As reduções bruscas surpreendem os motoristas que vêm atrás, já que estes também costumam andar em velocidade ilegal.&lt;br /&gt;LOGO: Os radares causam acidentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-7405576575517429721?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/7405576575517429721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=7405576575517429721&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/7405576575517429721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/7405576575517429721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2007/10/demonstrao-definitiva-de-que-os-radares.html' title='Demonstração definitiva de que os malignos radares, escondidos ou não, causam acidentes aos gentis motoristas do Desterro'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/Rwx2JZAp0fI/AAAAAAAAAAk/m2L_SmnIJ4I/s72-c/%28+Groucho+Marx+%26+Marx+Brothers+-+Picture%29+019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-3264209292017357737</id><published>2007-05-07T19:13:00.002-03:00</published><updated>2011-10-19T17:20:27.094-02:00</updated><title type='text'>Um hino auspicioso</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/Rj-lDPa29tI/AAAAAAAAAAc/L4brGETd2HU/s1600-h/Bras%C3%A3o+de+Armas+da+Cidade+de+FLN.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061945981285103314" src="http://4.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/Rj-lDPa29tI/AAAAAAAAAAc/L4brGETd2HU/s320/Bras%C3%A3o+de+Armas+da+Cidade+de+FLN.gif" style="cursor: pointer; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Obs.: Os acentos dos versos estão em negrito para facilitar o canto. Por ocasião do aniversário de Zininho e em meio a uma operação que tem embaraçado a pandilha local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Rancho de amor à pandilha&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um&lt;/span&gt; peda&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ci&lt;/span&gt;nho de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ter&lt;/span&gt;ra vou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ne&lt;/span&gt;goci&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ar&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Num&lt;/span&gt; peda&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ci&lt;/span&gt;nho de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ter&lt;/span&gt;ra vou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;es&lt;/span&gt;pecu&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lar&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;Ja&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mais&lt;/span&gt; a natu&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;re&lt;/span&gt;za reu&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;niu&lt;/span&gt; tanta vi&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;le&lt;/span&gt;za,&lt;br /&gt;Ja&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mais&lt;/span&gt; algum pe&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;le&lt;/span&gt;go pôde &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ta&lt;/span&gt;nto se esbal&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um&lt;/span&gt; peda&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ci&lt;/span&gt;nho de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ter&lt;/span&gt;ra vou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;di&lt;/span&gt;lapi&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dar&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;En&lt;/span&gt;contrei &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ve&lt;/span&gt;rea&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;do&lt;/span&gt;res&lt;br /&gt;Sem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mui&lt;/span&gt;tos pu&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;do&lt;/span&gt;res&lt;br /&gt;Que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vão&lt;/span&gt; me aju&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Com&lt;/span&gt; o Pla&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;no&lt;/span&gt; Dire&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mais&lt;/span&gt; o dou&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Va&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mos&lt;/span&gt; entor&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;t&lt;/span&gt;ar&lt;/span&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por&lt;/span&gt; cima &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;da&lt;/span&gt; mane&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;za&lt;/span&gt;da&lt;br /&gt;Eu e a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ra&lt;/span&gt;pazi&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a&lt;/span&gt;da&lt;br /&gt;Va&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mos&lt;/span&gt; garga&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lhar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;E &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a&lt;/span&gt;migos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;na&lt;/span&gt; prefei&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tu&lt;/span&gt;ra&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nos&lt;/span&gt;sa far&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tu&lt;/span&gt;ra&lt;br /&gt;Vão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;au&lt;/span&gt;tori&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;zar&lt;/span&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(versão de Rafael Azize do "Rancho de Amor à Ilha")&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-3264209292017357737?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/3264209292017357737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=3264209292017357737&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/3264209292017357737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/3264209292017357737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2007/05/um-hino-auspicioso.html' title='Um hino auspicioso'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/Rj-lDPa29tI/AAAAAAAAAAc/L4brGETd2HU/s72-c/Bras%C3%A3o+de+Armas+da+Cidade+de+FLN.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-5580649312957362747</id><published>2007-02-20T23:20:00.000-02:00</published><updated>2007-02-20T23:23:09.753-02:00</updated><title type='text'>Metrópolis VS. As cidades em que vivemos</title><content type='html'>Sobre o documentário de Ric Burns, "NY: A Documentary", no qual encontramos uma excelente história acerca das batalhas culturais pelo modelo atualmente hegemônico de cidade:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imdb.com/title/tt0220924/usercomments?start=4" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://imdb.com/title/tt0220924/usercomments?start=4&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-5580649312957362747?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/5580649312957362747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=5580649312957362747&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/5580649312957362747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/5580649312957362747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2007/02/metrpolis-vs-as-cidades-em-que-vivemos.html' title='Metrópolis VS. As cidades em que vivemos'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-116344409396750750</id><published>2006-11-13T16:51:00.000-02:00</published><updated>2006-11-20T19:20:15.476-02:00</updated><title type='text'>Quando se abate uma despraça...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sentei-me, outro dia, num dos quatro banquinhos da Praça Professor Amaro Seixas Netto. É uma imagem que já há um par de séculos se nos tornou cara, essa da praça. Vejam &lt;st1:personname productid="em Braudel. Uma" st="on"&gt;em Braudel. Uma&lt;/st1:PersonName&gt; pequena folga para os pés, uma pausa para refletir, conversar, namorar, calcular. Sentar na Praça. Pois sentei-me ali com esse espírito, entregue à fruição das formas do pensamento, imbuído de ecos da imagem paradigmática da Praça, a nossa Praça, vocês sabem do que falo, nem é preciso haver coreto ou quejandos, as de Curitiba não têm, mas são convidativas, acalmam, tanto quanto chamam a encontros, cafés-debate encostados ao quiosque, crispados ou ternos, prosa jornaleira, olhares curiosos, irritados, amorosos, sequiosos – nada da mirada-nada dos centros comerciais e dos &lt;i style=""&gt;resorts&lt;/i&gt;. A cidade, em torno à praça, ganha espessura e profundidade, adensa-se, dura, propõe-se, retém. Não é gerida. Sabe fazer com a contingência. A praça era também o mar quando a ninguém lhe ocorria refletir à beira-mar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois me sentei ali sozinho como na ilha de Robinson, acompanhado de imagens e fantasmas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No entanto, lentamente, vazio. &lt;i style=""&gt;Que despraça&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sabem o que é uma despraça? Nunca viram? Há uma &lt;st1:personname productid="em Florian￳polis. Fica" st="on"&gt;em Florianópolis. Fica&lt;/st1:PersonName&gt; em frente à igreja São Luís, na Agronômica, ladeada por vários prédios novos e, ouço dizer, nobres – que lhe fazem justiça. Um gramado quadrado, no centro do qual está uma enorme pedra com uma placa incrustada. Em cada uma das quatro calçadas que desenham o quadrado há um banco, desses de três lugares, virado para os carros que passam – ou seja, de costas para o centro da praça. A placa na pedra-monumento homenageia um ex-residente ilustre da cidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O chapeleiro louco da Alice faz desaniversário 364 dias por ano. Mostra uma conseqüência possível do conceito de aniversário – e faz-nos rir porque não havíamos pensado nisso. Em Florianópolis se fez uma despraça. Com o nosso dinheiro. E sem a graça do chapeleiro louco da Alice. Que se quis dizer com aquilo? E eis senão quando a despraça, que já não me parecia ter uso algum, brilhou com o grito silencioso de um novo aspecto revelado, que às vezes os desertos ensejam. Cobriu-se, finalmente, de sentido, exprimindo os tempos de uma cidade que se desurbaniza alegremente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="border-style: none none dotted; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-width: medium medium 3pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;A Praça é um lugar. O &lt;i style=""&gt;resort&lt;/i&gt; o que é? A via rápida, o aterro de asfalto, o centro comercial ilhado o que são? Marc Augé chamou-os de não-lugares. A sério.&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-116344409396750750?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/116344409396750750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=116344409396750750&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/116344409396750750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/116344409396750750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2006/11/quando-se-abate-uma-despraa.html' title='Quando se abate uma despraça...'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-114954223659688918</id><published>2006-06-05T16:54:00.002-03:00</published><updated>2006-06-13T14:27:04.796-03:00</updated><title type='text'>Os dez mandamentos da cidade civilizada</title><content type='html'>&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/320/Sistema%20transportes%20Fpolis.1.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/1600/Sistema%20transportes%20Fpolis.1.gif"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;1. Dividirás o teu território utilizando um critério funcional: a cada zona atribuirás uma função. Assim, a tua cidade não existirá como um organismo característico em que cada parte (como que analogicamente) espelha o todo, mas como um “suporte” para circuitos de experiências isolados uns dos outros; para os mais ricos, elevados e máquinas voadoras encimarão os circuitos dos mais pobres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;2. Investirás toda a tua verba de infra-estrutura de transportes em asfalto e só em asfalto; isso contribuirá para a transferência de renda para os mais ricos e consumirá a verba que poderia ir, imprudentemente, para transportes efetivamente públicos (trens, bondes, linhas hidroviárias, bicicletários, etc.).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;3. Os teus vereadores “ajudarão” o empresariado com as externalidades* dos seus negócios; adensa-se assim a teia de proteção dos viscondes e barões habitantes dos bairros ditos nobres, proteção sem a qual o curso natural das coisas (haver um grupo arbitrariamente dominante) poderia ser quebrado pelas hordas bárbaras da participação informada e efetiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;4. Impedirás qualquer lei cujo fim seja combater a especulação imobiliária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;5. Permitirás que se construam prédios altos sem previsão de usos diversos no andar térreo, de maneira a contribuir para o desinteresse de cada quarteirão para a população em geral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;6. Deixarás o espaço visual e auditivo absolutamente livre à publicidade - e à propaganda!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:metricconverter productid="7. A" st="on"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;7. A&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; tua prefeitura abundará em pão e circo: leitinho das crianças e carnaval a qualquer hora (e propagandeará isso em peças publicitárias caríssimas encomendadas a agências de empresários “de confiança”).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;8. Espalharás não-lugares – condomínios horizontais, freeways, grandes superfícies de comércio – de modo a contrair os espaços públicos, a identificação das pessoas com o seu território e a vivência desse território num tempo humano pleno de contactos: as cidades, afinal, devem ser equivalentes e intercambiáveis, de preferência sem que os co-habitantes se conheçam e interpelem demasiado, para que as pessoas estejam saudavelmente mais disponíveis a realocações e reengenharias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;9. Deixarás os serviços e estruturas mais básicas (saneamento, educação, saúde) sempre para depois: primeiro construirás cartões-postais que beneficiem a publicidade de futuras instalações hoteleiras, campos de golf e empreendimentos imobiliários em encostas de morros, à beira-mar e em santuários biológicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;10. Atrairás O Turista não em razão do que és, mas com o que achas que O Turista quer, e te travestirás para ele: não alimentarás, portanto, uma forma de vida que exiba particularidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;(Ludwig Heinrich Aminbergerhausen, in &lt;i style=""&gt;Carta de Esparta - Manifesto para um Novo Urbanismo, para uso do Príncipe Charmoso e Civilizado&lt;/i&gt;, 1927 – importante documento de teoria arquitetônica do brilhante arquiteto de Nichtstenstein, que tanto influenciou o nosso genial arquiteto Blocus Nieumeiquer).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;* Os economistas chamam de externalidades aqueles custos que o empresário, digamos, empurra para o poder público. Por exemplo, uma empreiteira "ajuda" um vereador amigo a aprovar um prédio com menos vagas de garagem do que o exigiria a dimensão da edificação, barateando assim o preço de construção, e lançando para o poder público o imbróglio de lidar com o aumento de carros estacionados na região. Outro exemplo é a "ajuda" para convencer os vereadores de que aquele acesso rodoviário ao novo centro comercial é uma reivindicação da comunidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-114954223659688918?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/114954223659688918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=114954223659688918&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/114954223659688918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/114954223659688918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2006/06/os-dez-mandamentos-da-cida_114954223659688918.html' title='Os dez mandamentos da cidade civilizada'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-114418528869503109</id><published>2006-04-04T18:06:00.000-03:00</published><updated>2006-04-04T23:39:58.656-03:00</updated><title type='text'>Tapete Preto sobre as nossas cabeças</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/1600/sob%20um%20elevado%20SP.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/320/sob%20um%20elevado%20SP.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A decisão de aplicar o dinheiro do contribuinte em mais um elevado, agora no Itacorubi, significa insistir num erro grave. As conseqüências do aumento de automóveis em circulação em Florianópolis já não escapam a ninguém: barulho, insegurança, poluição, ambiente nevrótico e agressivo para o pedestre e o ciclista. Facilitar a circulação de ainda mais automóveis resolve – do ponto de vista do motorista – situações emergenciais, como gargalos de trânsito. Contudo, a médio prazo agrava o problema de fundo. Será preciso reconhecer que há um limite para o domínio do automóvel sobre a paisagem, sob pena de termos de construir uma cidade elevada sobre outra – tapando o sol, as copas das poucas árvores e os ângulos de visão do horizonte –, ou então espalhar a mancha urbana por sobre todo o território, aniquilando de vez a chance das próximas gerações.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/1600/sob%20um%20elevado%202.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/320/sob%20um%20elevado%202.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Florianópolis ainda tem tempo de evitar o pior, mas será preciso sair às ruas, juntar vozes e afirmar, claramente, a vontade de romper com a opção exclusiva pelo asfalto, decidida na década de 50. Queremos trens, ferry-boats, bondes modernos, ônibus, ciclovias, calçadas!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Que tal juntarmos gente que sabe que ingressamos na estrada para o inferno motorizado e que esteja disposta a IMPEDIR que se comecem a construir ainda mais viadutos? Ou alguém tem dúvida de que uma tal idéia já começou a ser atapetada naqueles cérebros da prefeitura que decidem? Estrategicamente, parece-me que é esta a nossa luta mais urgente no que se refere ao tema. Insisto: quanto mais se desafogarem os gargalos de automóveis privados hoje, mais automóveis privados se incentivará que saiam das garagens amanhã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-114418528869503109?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/114418528869503109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=114418528869503109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/114418528869503109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/114418528869503109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2006/04/tapete-preto-sobre-as-nossas-cabeas.html' title='Tapete Preto sobre as nossas cabeças'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-114313793646144326</id><published>2006-03-23T14:57:00.001-03:00</published><updated>2006-04-01T09:26:34.506-03:00</updated><title type='text'>Fiat convida-nos a pensar no futuro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/1600/Fiat%20e%20Gilberto%20Gil.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/320/Fiat%20e%20Gilberto%20Gil.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aceitei o convite feito na última campanha da Fiat, “Convidando você a pensar no futuro”. A campanha, na linha metafísica de “todo brasileiro é louco por carros”, põe na boca de crianças sonhos de continuidade do maior erro urbanístico do pós-Guerra: a opção praticamente exclusiva pelo automóvel (ainda que despoluente!), e portanto pelo asfalto, que é uma transferência estatal de verba para os mais ricos. Espera-se que visões de futuro “sonhadas” por adultos sejam mais sensatas: vislumbrem políticas públicas de desincentivo do transporte individual, em prol de “velharias” como trens, metrôs de superfície, bondes (há-os moderníssimos), ferry-boats, ciclovias, hidrovias e até mesmo, vá lá, ônibus, mas realmente &lt;i style=""&gt;omnibus&lt;/i&gt;. De outra forma, demoraremos ainda mais a interromper o ciclo infernal que vai dos carros aos viadutos e a (mais) carros, ciclo esse que inviabiliza outras formas mais inteligentes de transporte – aí inclusos os pés e as bicicletas – e torna as cidades feias, desinteressantes, nevróticas e, no limite, lugares de onde queremos fugir, e não habitar. Tal como, cada vez mais, a minha cidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Eis, então, a minha visão de futuro: as atuais montadoras de automóveis privados competem, orgulhosas, para vem quem cria modalidades – eles gostam de dizer “soluções”, como se o &lt;i style=""&gt;modo&lt;/i&gt; do problema fosse natural, e não uma criação do solucionador – de transportes coletivos mais integrados com as cidades (ao invés de rasgá-las e colonizar o espaço), mais plurais (no sentido de interagir com outros meios de transporte, ao invés de serem pensados para se tornar hegemônicos), mas amigos do meio ambiente e que impliquem em gastos públicos em infra-estrutura que redundem em benefícios para todas as faixas de renda. As suas plantas industriais dedicadas a meios de transporte individuais e/ou privados reduzem-se a um pequeno percentual do total das operações. O congresso aprovou a lei que proíbe a participação de crianças em peças publicitárias ou em propagandas estatais, com o argumento de que elas não têm discernimento para analisar essa participação e fazer uma escolha informada, e são, portanto, presas fáceis de manipulações sofísticas por parte de psicólogos ao serviço de agências de publicidade.&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-114313793646144326?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/114313793646144326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=114313793646144326&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/114313793646144326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/114313793646144326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2006/03/fiat-convida-nos-pensar-no-futuro_23.html' title='Fiat convida-nos a pensar no futuro'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-114029728111664877</id><published>2006-02-18T19:10:00.000-02:00</published><updated>2006-06-06T15:56:35.593-03:00</updated><title type='text'>Quiasmos florianopolitanos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/1600/KLEE6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/320/KLEE6.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;  Quanto mais viadutos, mais carros. Quanto mais carros, mais viadutos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;   &lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais especulação imobiliária, mais guetização por faixa de renda. Quanto mais guetização por faixa de renda, mais especulação imobiliária.    &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;  Quanto mais boom imobiliário, menos planejamento urbano racional. Quanto menos planejamento urbano racional, mais boom imobiliário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;   &lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais carros, mais stress para todos. Quanto mais stress para todos, mais carros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;   &lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais Santinho, menos Ribeirão. Quanto menos Ribeirão, mais Santinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais segurança privada, menos segurança. Quanto menos segurança, mais segurança privada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais corruptível o vereador, mais poderoso o empresário corrupto. Quanto mais poderoso o empresário corrupto, mais corruptível o vereador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais a cidade como patrimônio comum se divide, mais condomínios horizontais. Quanto mais condomínios horizontais, mais a cidade como patrimônio comum se divide.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais edificações monofuncionais, menos interessantes as ruas. Quanto menos interessantes as ruas, mais edificações monofuncionais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais shoppings, menos comércio de rua (iniciativa local, mais empregos, desconcentração de renda, vitalidade a cada quadra). Quanto menos comércio de rua, mais shoppings.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais folders anunciando qualidade de vida, menos vida com qualidades. Quanto menos vida com qualidades, mais folders anunciando qualidade de vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais zoneamento (para habitação, comércio, circulação), menos simpáticas e seguras as ruas. Quanto menos simpáticas e seguras as ruas, mais zoneamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais propaganda da Prefeitura em agências de publicidade, menos comunicação a sério. Quanto menos comunicação a sério, mais propaganda da Prefeitura em agências de publicidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais infraestrutura rodoviária, menos transportes públicos (trens, bondes modernos, ferry-boats). Quanto menos transportes públicos, mais infraestrutura rodoviária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais Corrida do Ouro imobiliário, mais longe habita a patuléia (2 hs. do trabalho). Quanto mais longe habita a patuléia, mais Corrida do Ouro imobiliário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 14.2pt; text-align: justify; text-indent: -14.2pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quanto mais reconstróem alphavilles aqui, mais a cidade se privatiza e as populações são expulsas. Quanto mais a cidade se privatiza e as populações são expulsas, mais reconstróem alphavilles aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quanto mais Balneário Florianópolis, menos Cidade de Florianópolis. Quanto menos Cidade de Florianópolis, mais &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:Georgia;" &gt;Balneário Florianópolis&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Obs.: "Patuléia", na terminologia do Élio Gaspari, são os subcidadãos que ficam de fora do esquema patrimonialista de transferência estatal de renda para os mais ricos na República brasileira.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-114029728111664877?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/114029728111664877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=114029728111664877&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/114029728111664877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/114029728111664877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2006/02/quiasmos-florianopolitanos.html' title='Quiasmos florianopolitanos'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21837333.post-113884729270903726</id><published>2006-02-01T23:59:00.002-02:00</published><updated>2009-06-29T16:50:23.318-03:00</updated><title type='text'>Morte e vida de uma pequena cidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/1600/KLEE7.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2472/2212/320/KLEE7.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Começo este blog com a intenção inicial de carpir um doente: a minha cidade. Era um lugarzinho aprazível, com razoável potencial para se tornar uma cidade pequena-para-média atraente, na qual se lançassem idéias corajosas e generosas ao mundo urbano brasileiro. Mas já se foi o tempo em que Florianópolis, a unidade civil, pudesse causar orgulho à comunidade e a outros brasileiros. Hoje ela se juntou às cidades de porte médio que são bombas-relógio sociais. A violência cresce mais do que a do Rio a cada ano, os transportes e espaço públicos são postos de lado no orçamento - e a vida cultural da cidade (teatro, cinema, livrarias, etc.) se aproxima perigosamente do zero. Há 3 (três) grandes centros de compras em construção além dos dois já existentes – numa cidade de 350 mil espíritos –, o que deve acabar de esvaziar o comércio de bairro. Pululam os condomínios horizontais. As ruas e praças se desertificam após certa hora da noite – cenário comum nas cidades brasileiras. A câmara de vereadores aprova qualquer barbaridade (a ser construída sobre o mangue, acima da altura máxima permitida, sem garagens, etc.) para aproveitar o boom imobiliário, com a consequente especulação desenfreada e o resultado que já se sabe: Florianópolis é hoje mais uma cidade dividida, fraturada, separada entre o grupo "nós", com segurança privada, infra-estrutura e “localização”, e o grupo "eles", de subcidadãos apinhados em rincões longínquos e desamparados de aparatos públicos, em vias de favelização. A opção exclusiva pelo uso sistemático do automóvel privado já ficou evidente, como se vê pelo investimento em asfalto e pelo desincentivo do uso de ônibus - o único transporte coletivo, que sequer público é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Paris e Londres em 1900, as maiores cidades brasileiras já viram aonde isto tudo leva, e começam a repensar-se. Em Florianópolis, apenas começamos a nos habituar a viver entre carros buzinando, balas perdidas e um espaço urbano incaracterístico e nevrótico. Até quando? O que fazer? Como analisar o que se passa? Este blog quer ser um espaço de comentário sobre saídas possíveis - e sobre reações locais da Multitude ao laissez-faire todo-privatizante do nosso território urbano.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_52Naa1xYa0U/SPQU6yafQDI/AAAAAAAAAA8/jWlbdbCxwOw/s1600-h/2007-02-08+trabalhando+ao+compu.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21837333-113884729270903726?l=cidadedeflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/feeds/113884729270903726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21837333&amp;postID=113884729270903726&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/113884729270903726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21837333/posts/default/113884729270903726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidadedeflorianopolis.blogspot.com/2006/02/morte-e-vida-de-uma-pequena-cidade.html' title='Morte e vida de uma pequena cidade'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11106175545274941075</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
